Ramadã: o que é, quanto tempo dura o jejum e o que significa para os cristãos perseguidos
Publicado em 31 mar 2026

O Ramadã é o mês mais sagrado do calendário islâmico, marcado por um jejum rigoroso praticado por muçulmanos de todo o mundo. Mas, afinal, o que é o Ramadã? Quanto tempo dura o jejum do Ramadã? E, principalmente, o que esse período significa para os cristãos que vivem em países de maioria muçulmana?
Neste artigo, respondemos às perguntas mais frequentes sobre o Ramadã, explicamos o significado do Ramadan, mostramos como funciona o jejum e revelamos como esse período impacta milhões de cristãos perseguidos ao redor do mundo. Se você quer entender o Ramadã e saber como orar pela Igreja Perseguida durante esse período, está no lugar certo.
O que é o Ramadã
Se você já se perguntou o que é o Ramadã, a resposta é direta: o Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e representa o período mais importante do ano para os muçulmanos. Durante todo o mês do Ramadã, os seguidores do islã praticam um jejum rigoroso do nascer ao pôr do sol, dedicam-se à oração intensificada e buscam maior proximidade espiritual com Alá.
Para quem busca saber o que é ramada, é importante entender que o Ramadã vai além de simplesmente não comer. Ele celebra a primeira revelação do Alcorão ao profeta Maomé, e por isso é considerado o mês mais sagrado do islamismo. O jejum do Ramadã é um dos cinco pilares do islã — ou seja, é obrigatório para todos os muçulmanos adultos e saudáveis.
Durante o Ramadã, os muçulmanos se sentem mais unidos do que nunca em uma comunidade global. O sentimento de pertencimento e devoção coletiva é intenso, e isso tem consequências diretas para os cristãos que vivem em países de maioria muçulmana — como veremos adiante.
O que significa Ramadã: origem e significado do nome
Entender o que significa Ramadã começa pela origem da palavra. O termo vem do árabe ramiḍa ou ar-ramaḍ, que remete a “calor intenso” ou “secura”. A referência é dupla: ao calor escaldante do deserto árabe e à purificação espiritual que o jejum proporciona — como se o fogo interior queimasse os pecados.
O Ramadan significado vai além da etimologia. Para os muçulmanos, o Ramadã representa um período de autopurificação, de reconexão com Alá e de solidariedade com os mais pobres. Ao experimentar a fome e a sede, o muçulmano devoto busca tornar-se mais consciente do sofrimento alheio e mais grato pelas bênçãos recebidas.
O que significa Ramadan na prática? É um mês inteiro dedicado à disciplina espiritual: menos foco no mundo material e mais atenção à oração, à leitura do Alcorão e às boas obras. Mesmo muçulmanos nominais, que não praticam a fé de forma rigorosa no restante do ano, costumam observar o Ramadã.
Quando é o Ramadã e quanto tempo dura
Uma das perguntas mais frequentes é quando é o Ramadã. A resposta muda a cada ano, porque o Ramadã segue o calendário lunar islâmico, que é aproximadamente 11 dias mais curto do que o calendário solar. Por isso, o Ramadã começa cerca de 11 dias mais cedo a cada ano.
Em 2026, o Ramadã tem início previsto para 17 de fevereiro e termina por volta de 19 de março (as datas exatas dependem da observação da lua crescente em Meca, na Arábia Saudita). O mês do Ramadã dura 29 ou 30 dias, conforme o ciclo lunar.
O Ramadan período é marcado por duas datas fundamentais:
- Início do Ramadã: ao ser avistada a lua crescente em Meca, muçulmanos de todo o mundo começam a jejuar a partir do próximo nascer do sol.
- Eid al-Fitr: a grande festa que marca o fim do mes do ramada. É um dia de celebração, gratidão e confraternização familiar.
Após os 29 ou 30 dias de jejum, o Eid al-Fitr (“Festa da Quebra do Jejum”) é celebrado com refeições especiais, presentes e orações comunitárias. Para muitos muçulmanos, é o momento mais alegre do ano.
Como funciona o jejum do Ramadã
O Ramadã jejum segue regras específicas e rigorosas. Quanto tempo dura o jejum do Ramadã a cada dia? Do nascer ao pôr do sol — o que pode significar entre 12 e 17 horas de jejum diário, dependendo da localização geográfica e da época do ano.
Durante o período de jejum diário, todos os muçulmanos devem se abster de:
- Comer qualquer alimento
- Beber qualquer líquido, incluindo água
- Fumar
- Ter relações sexuais
- Outras restrições variam conforme a tradição local
O dia de jejum no Ramadã é estruturado em torno de duas refeições rituais:
- Suhoor (ou Sahur): refeição feita antes do amanhecer, geralmente rica em proteínas e carboidratos complexos para sustentar o corpo durante o dia.
- Iftar: refeição ao pôr do sol que marca a quebra do jejum diário. Tradicionalmente começa com tâmaras e água, seguidas de uma refeição completa.
Estão dispensados do jejum do Ramadã: crianças menores de 12 anos, mulheres grávidas ou que amamentam, pessoas idosas, enfermos, viajantes e pessoas com condições de saúde que tornam o jejum arriscado. Quem não jejua por motivo temporário (como viagem ou doença) deve compensar os dias perdidos posteriormente.
Por que o Ramadã importa para os cristãos perseguidos
O Ramadã tem uma importância religiosa e social imensa nos países de maioria islâmica — e cristãos que vivem nessas nações são diretamente impactados por ele.
Durante o Ramadã, o sentimento de comunidade entre muçulmanos se intensifica. Mas esse senso de unidade também pode dar espaço a um exclusivismo religioso: todos os que não praticam o islã podem ser vistos como infiéis. Em casos mais extremos, quem não jejua está sujeito a represálias, agressões e até punições formais.
Os dados da Lista Mundial da Perseguição confirmam essa realidade: dos 50 países do ranking, 39 têm a opressão islâmica como principal tipo de perseguição aos cristãos. Isso significa que, durante o Ramadã, a pressão sobre a Igreja Perseguida se intensifica de forma significativa.
Os cristãos mais vulneráveis durante o Ramadã são os cristãos de origem muçulmana — pessoas que deixaram o islã para seguir a Jesus. Para eles, o Ramadã é o período mais perigoso do ano:
- São pressionados a recitar a shahada (confissão de fé islâmica)
- São vigiados pela família e pela comunidade para verificar se estão jejuando
- Podem ser agredidos, proibidos de comer ou até mortos se sua conversão for descoberta
- Precisam esconder sua fé cristã de forma ainda mais rigorosa
Para a Portas Abertas, que há 70 anos caminha ao lado da Igreja Perseguida, o Ramadã é um período de atenção redobrada e mobilização intensa de oração.
Como é o Ramadã em diferentes países
O Ramadã é vivido de formas distintas ao redor do mundo, mas o impacto sobre cristãos perseguidos é uma constante. Veja como esse período se manifesta em diferentes regiões:
Península Arábica (Arábia Saudita, Iêmen, Omã). Cristãos estrangeiros relatam que não há uma pressão especial direcionada a eles durante o Ramadã. No entanto, cristãos de origem muçulmana não podem revelar sua fé sob risco de serem atacados, presos e até mortos. A vigilância social se intensifica.
Oeste Africano (Nigéria, Mali, Burkina Faso). Líderes religiosos islâmicos vão até cidades vizinhas com grande número de muçulmanos para demonstrar força numérica. Cristãos que deixaram o islã são pressionados a recitar a shahada. Caso se recusem, são considerados infiéis e correm o risco de serem agredidos, proibidos de comer e até mortos.
Sudeste Asiático (Indonésia, Malásia). A pressão social durante o Ramadã é forte: espera-se que todos — incluindo não muçulmanos — respeitem o jejum publicamente. Cristãos evitam comer ou beber em público para não provocar hostilidade.
Oriente Médio (Iraque, Síria, Irã). A vigilância sobre conversões ao cristianismo se intensifica durante o Ramadã. Cristãos secretos vivem sob tensão constante, pois qualquer deslize pode revelar sua fé.
Norte da África (Argélia, Marrocos, Líbia). Para cristãos secretos, o Ramadã é o período de maior risco. Se a família descobre que não estão jejuando, a reação pode ser violenta — expulsão de casa, agressão física e isolamento social.
O que é essencial saber sobre o islã
Para entender o Ramadã em profundidade, é importante conhecer alguns aspectos fundamentais do islã:
A palavra “islã” significa “submissão” — submissão à vontade de Alá. Seus seguidores são chamados de muçulmanos, que significa “aqueles que se submeteram”.
Alguns pontos essenciais:
- Para os muçulmanos, Jesus (Isa) é reconhecido como um dos grandes mensageiros de Alá, mas não possui divindade. Ele é considerado profeta, não o Filho de Deus.
- Maomé é considerado o “homem ideal” e o último profeta — aquele que trouxe a revelação final de Alá através do Alcorão.
- O islã é uma religião monoteísta que surgiu no século 7, na região da atual Arábia Saudita.
- A prática do islã envolve cinco doutrinas (crenças) e cinco pilares (obrigações).
As principais correntes do islã são:
- Sunitas: a maioria dos muçulmanos (cerca de 85–90%). Seguem Abu Bakr como sucessor de Maomé.
- Xiitas: seguidores de Ali, primo e genro de Maomé. Acreditam na necessidade de um imã como intermediário.
- Sufistas: grupo menor que busca experiências pessoais e diretas com Alá através da contemplação e do misticismo.
Quais são os cinco pilares do islamismo
Os cinco pilares são as práticas obrigatórias a que todo muçulmano devoto deve se dedicar ao longo da vida:
- Shahada (Confissão de fé): declarar que “não existe outro deus senão Alá, e Maomé é o seu profeta”. É o ato de conversão ao islã.
- Salat (Orações diárias): realizar cinco orações por dia, em horários específicos, voltado para Meca.
- Zakat (Caridade): dar aos pobres uma parte da renda (geralmente 2,5% da riqueza acumulada).
- Saum (Jejum no Ramadã): jejuar durante todo o mês do Ramadã. É o único jejum obrigatório no islã, embora outros jejuns voluntários existam.
- Hajj (Peregrinação a Meca): todo muçulmano que tenha condições físicas e financeiras deve peregrinar a Meca pelo menos uma vez na vida.
O jejum do Ramadã (Saum) é o quarto pilar e o que mais visivelmente une a comunidade muçulmana global. É durante esse período que a identidade coletiva islâmica se fortalece — e que a pressão sobre os não muçulmanos se intensifica.
O que a Bíblia diz sobre orar por quem nos persegue
Diante de um cenário em que cristãos enfrentam perseguição intensificada durante o Ramadã, qual deve ser a resposta da Igreja? A Bíblia é clara.
Em Mateus 5:44, Jesus ensina: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem.” Essa instrução não é opcional — é o coração do evangelho vivido em contextos de adversidade.
Romanos 12:14 reforça: “Abençoem os que os perseguem; abençoem, e não amaldiçoem.” E em Lucas 6:27-28, Jesus amplia o chamado: “Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam.”
O Ramadã não é apenas um período de preocupação para os cristãos — é um convite à oração. Enquanto muçulmanos ao redor do mundo se dedicam a buscar a Deus à sua maneira, cristãos são chamados a interceder com amor: pelos irmãos que enfrentam perseguição e pelos muçulmanos, para que Deus se revele a eles por meio de sonhos, visões, milagres e testemunhos.
A Portas Abertas acredita que a oração é a mais importante forma de engajamento. E durante o Ramadã, essa oração ganha urgência e significado especial.
Como a Portas Abertas atua durante o Ramadã
Desde 1955, a Portas Abertas está presente onde outros não podem ou não querem estar. Durante o Ramadã, essa presença se intensifica em quatro frentes:
Mobilização de oração. A Portas Abertas organiza campanhas específicas de oração durante o Ramadã, convidando cristãos ao redor do mundo a interceder pelos irmãos perseguidos em países de maioria muçulmana — e pelos próprios muçulmanos, para que conheçam o amor de Jesus.
Apoio emergencial. Cristãos que sofrem agressões, privações ou ameaças intensificadas durante o Ramadã recebem socorro prático: alimentos, abrigo, assistência jurídica e cuidados médicos.
Discipulado e treinamento. Cristãos de origem muçulmana são preparados para enfrentar a pressão do Ramadã com resiliência e fundamento bíblico. Saber como agir, o que dizer e onde buscar apoio pode salvar vidas.
Presença. Estar ao lado dos cristãos perseguidos é a essência da Portas Abertas. Onde quer que estejam. O que quer que precisem. Pelo tempo que for preciso. Durante o Ramadã, essa promessa é vivida com intensidade especial.
Ore conosco durante o Ramadã. Sua oração faz diferença real na vida de cristãos que enfrentam perseguição. E sua doação permite que o cuidado chegue aonde a necessidade é mais urgente.
Perguntas frequentes sobre o Ramadã
O que é o Ramadã?
O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e o período mais sagrado para os muçulmanos. Durante 29 ou 30 dias, os seguidores do islã praticam um jejum rigoroso do nascer ao pôr do sol, intensificam as orações e buscam maior proximidade espiritual com Alá. O Ramadã celebra a primeira revelação do Alcorão ao profeta Maomé e é um dos cinco pilares obrigatórios do islamismo.
O que significa Ramadã?
A palavra Ramadã vem do árabe ramiḍa ou ar-ramaḍ, que significa “calor intenso” ou “secura”. O nome remete tanto ao calor do deserto árabe quanto à purificação espiritual proporcionada pelo jejum. O significado do Ramadan está ligado à autopurificação, à reconexão com Alá e à solidariedade com os mais necessitados.
Quando é o Ramadã em 2026?
Em 2026, o Ramadã tem início previsto para 17 de fevereiro e termina por volta de 19 de março. A data exata depende da observação da lua crescente em Meca, na Arábia Saudita. O Ramadã começa cerca de 11 dias mais cedo a cada ano, pois segue o calendário lunar islâmico.
Quanto tempo dura o jejum do Ramadã?
O jejum diário do Ramadã dura do nascer ao pôr do sol — entre 12 e 17 horas, dependendo da localização geográfica e da estação do ano. O período total de jejum se estende por 29 ou 30 dias, correspondendo à duração do mês lunar. Durante esse tempo, muçulmanos se abstêm de comida, bebida, fumo e relações sexuais nas horas de luz.
O que os muçulmanos não podem fazer durante o Ramadã?
Durante o jejum diário do Ramadã (do nascer ao pôr do sol), os muçulmanos não podem comer, beber (nem mesmo água), fumar ou ter relações sexuais. Também são encorajados a evitar comportamentos como mentir, fofocar e se irritar. Após o pôr do sol, as restrições alimentares são suspensas até o próximo amanhecer.
Quem está dispensado do jejum do Ramadã?
Estão dispensados do jejum do Ramadã: crianças menores de 12 anos, mulheres grávidas ou que estejam amamentando, pessoas idosas, enfermos crônicos e viajantes. Quem não jejua por razão temporária deve compensar os dias perdidos posteriormente. Pessoas com condições de saúde permanentes podem substituir o jejum por doações aos pobres.
O que é o Iftar?
O Iftar é a refeição realizada ao pôr do sol que marca a quebra do jejum diário durante o Ramadã. Tradicionalmente, começa com tâmaras e água, seguidas de uma refeição completa. O Iftar é um momento de celebração e confraternização familiar e comunitária, sendo comum que vizinhos e amigos se reúnam para compartilhar a mesa.
O que é o Eid al-Fitr?
O Eid al-Fitr (“Festa da Quebra do Jejum”) é a celebração que marca o fim do Ramadã. É um dos feriados mais importantes do mundo islâmico, celebrado com orações especiais, refeições festivas, presentes e atos de caridade. O Eid al-Fitr dura de um a três dias, dependendo do país e da tradição local.
Quais são os cinco pilares do islamismo?
Os cinco pilares do islamismo são: Shahada (confissão de fé), Salat (cinco orações diárias), Zakat (doação aos pobres), Saum (jejum durante o Ramadã) e Hajj (peregrinação a Meca). O jejum do Ramadã é o quarto pilar e o único jejum obrigatório para os muçulmanos.
Por que o Ramadã importa para os cristãos?
O Ramadã importa para os cristãos porque, durante esse período, a perseguição à Igreja se intensifica em países de maioria muçulmana. Cristãos de origem muçulmana são pressionados a jejuar e podem sofrer agressões se sua conversão for descoberta. Dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição, 39 têm a opressão islâmica como principal tipo de perseguição. A Portas Abertas acompanha e apoia cristãos perseguidos durante o Ramadã.
Como posso orar pelos cristãos durante o Ramadã?
Você pode orar por força, sabedoria e proteção para os cristãos que vivem em países de maioria muçulmana, especialmente os de origem muçulmana. Ore para que Deus se revele aos muçulmanos por meio de sonhos, visões e testemunhos. E interceda para que cristãos perseguidos sintam a presença de Deus e saibam que não estão sozinhos. Acesse os pedidos de oração da Portas Abertas para orientações específicas.
O que a Portas Abertas faz durante o Ramadã?
Durante o Ramadã, a Portas Abertas mobiliza campanhas de oração, oferece apoio emergencial a cristãos que sofrem perseguição intensificada, treina cristãos de origem muçulmana para enfrentar a pressão com fundamento bíblico e mantém sua presença ao lado da Igreja Perseguida. Sua oração e sua doação sustentam esse trabalho.
O Ramadã é um período que nos lembra da urgência de orar e agir. Cristãos ao redor do mundo enfrentam pressão real durante esse mês — mas não estão sozinhos. Sua oração sustenta, sua doação fortalece e o amor de Cristo transforma. Junte-se à Portas Abertas nessa missão.
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